segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Diário de bordo!

Muito tempo que não posto nada, e mais tempo ainda desde que escrevi um texto pra cá. Vida anda, muda, tempo passa, prioridades vão se invertendo, mas cá está algo que curti muito fazer.
Retomo as atividades, com tempo determinado, para tentar escrever sobre a nova trip que se achega. Três anos depois, após várias tentativas que foram frustradas, finalmente embarco para tocar, agora com minha banda: o CASACA.
Da primeira vez que estive lá, fui integrando a banda de Gustavo Macaco, puta de um artista do qual tive o prazer de gravar seu disco e realizar uma grande tour! Valeu Monkey, muitas aventuras para ficarem guardadas na lembrança e no coração.
Durante toda a estadia na Europa da primeira vez, em todo o momento só pensava em levar o Casaca pra lá. Tudo muito demais da conta, mas faltava os loucos que me acompanham por toda minha idade adulta, uns até na fase de adolescente ainda. Chegou a hora!
Tudo começou em março desse ano após um show na Casa Rosa, Laranjeiras, Rio de Janeiro, pois foi quando nossa querida e digníssima produtora carioca da baixada Renata Oliveira nos deu a noticia de que fomos convidados para o Brazilian Winter Festival em Estocolmo. A partir dai, começamos a nos articular para a empreitada. Pelo terceiro ano seguido, sendo 2 frustrados.
Fizemos tudo que podíamos, juntamos dinheiro e achamos uma pessoa que acreditou na banda e financiou as passagens certo de que valemos o empenho e de que ela vale a pena e que tudo será acertado no devido tempo. Obrigado Hudson!
Agora, hoje, logo mais as 13:20, começa a primeira visita da banda da Barra do Jucu à Europa. Obviamente será uma aventura. Dos 8 integrantes apenas 2 falam outra linguá, e eu não sou um deles. Fizemos nossa reserva no hotel em Paris (nossa primeira parada, uma semana na cidade luz), mas fica aquele frio, será que ta reservado mesmo? Ainda não temos show lá, ta um vai não vai do caramba, a esperança é que no final dê certo.
Enfim, vou fazer de tudo para conseguir postar um texto por dia pelo menos, fora as fotos no Facebook, mas não garanto nada.
No mais, abraço e a gente vai se falando, na medida do possível!

sábado, 24 de março de 2012

A VALE, A VACA E A PENA - por Kleber Galvêas

RECUSADO por A Tribuna e A Gazeta

O texto a seguir foi oferecido aos nossos principais jornais: A Gazeta e A Tribuna. Como faço desde 1966.
Não houve interesse nesta publicação

GENEROSIDADE CRESCENTE 

Quando a Vale comemorar 15 anos como empresa privada, em maio de 2012, o projeto “A VALE, A VACA E A PENA” chegará à 16ª edição. A primeira tela desenhada com a poluição atmosférica em 1997 (veja o processo do desenho em www.galveas.com ) mostra um labirinto e a inscrição “Encontramos a saída”? Julgava, que sendo a Vale uma empresa estatal, a fiscalização feita pelo Estado estava relaxada. Perguntava se, com a privatização, a poluição seria fiscalizada.
Nesse ano seu lucro foi de U$ 270 milhões, e ela foi vendida em leilão por U$ 3,7 bilhões.
A nossa instalação artística foi planejada como registro do último ano de poluição da estatal. Porém, ao perceber que o pó preto em nossa casa e no trabalho estava aumentando visivelmente, remontamos a instalação em 1998  nas mesmas condições do primeiro ano e desenhamos mais uma tela para a coleção da Casa da Memória do ES.
Em seu primeiro ano como empresa privada, o lucro da Vale foi de U$ 756 milhões; no ano seguinte, de U$ 1,29 bilhões. Quinze anos depois, chega a quase U$ 30 bilhões.
Enquanto o lucro da empresa alcança valores astronômicos pelo desempenho fantástico da sua área financeira, impressiona a decadência da qualidade de vida em seu entorno: aumento da poluição e dos problemas sociais e políticos.
Quando as primeiras siderúrgicas foram instaladas na Ponta de Tubarão, a sota-vento da Grande Vitória, os cientistas Ruschi e Michel Bergman apontaram a impropriedade do local. Naquele tempo a consciência ecológica era restrita e se fazia premente a geração de empregos, devido a quebra do café, do cacau e da forte migração do campo para nossa capital.
Entretanto, uma empresa considerada de alto risco já no inicio, quando suas dimensões eram relativamente modestas, vem se expandindo de forma exponencial ao longo dos últimos anos. No relatório da CPI da Poluição da AL-ES, Resolução Nº 1.808/95, portanto, três anos antes da privatização, médicos e cientista (Jose Carlos Perini, Ana Maria Cassatti, Valdério Dettoni e Ennio Candotti) apontam danos irreversíveis à nossa saúde persistindo a poluição das siderúrgicas. Não foram ouvidos.
Quanto maior o lucro, mais ativa foi a siderúrgica, o que gerou maior produção e mais poluição. O descaso do governo em identificar os responsáveis faz contraponto com a lista, publicada na imprensa, dos principais contribuintes às campanhas eleitorais do governo.
No séc. XXI, com expressiva consciência ecológica, e existindo uma proposta de transferir o parque siderúrgico de Tubarão (considerando que esse custo será absorvido pelo formidável lucro anual da Vale, quase dez vezes maior do que o preço pago por toda ela), a mudança se faz oportuna.
Quando julgávamos que, no alvorecer deste século, a fase de expansão das siderúrgicas em Tubarão havia cessado, o governo passado autorizou a construção da Usina 8, gigante que faz as sete usinas pioneiras parecerem anãs. Com dimensões fabulosas, é coisa que ninguém no mundo quer ter como vizinho. 
Ressuscitaram as Wind fences, cercas para vento que haviam sido rejeitadas por eles mesmos nos anos 90, e mais uma vez convenceram a quem ansiava por ser convencido: o Governo
Com uma escova ou pincel, lance sobre uma folha de papel um pouco do pó que pelo ar chega à sua casa todos os dias. Sob essa folha, movimente um ímã, desses que enfeitam a geladeira. Observe que parte da poeira sobre a folha acompanha a movimentação do ímã. Essa poeira que o segue é constituída de pequenas limalhas: fragmentos de ferro Fe2, a maioria com dimensões microscópicas. Ela é importante matéria prima que há 16 anos uso para desenhar as telas da nossa provocação artística, graças à “generosidade” sempre crescente das grandes empresas de Tubarão. Gostaria muito que ela me faltasse este ano.
Kleber Galvêas, pintor. Tel. (27) 3244 7115 www.galveas.com março/2012

PS. Esse texto faz parte da 16ª edição do projeto A VALE, A VACA E A PENA. Como faço há 16 anos no dia 17 de março, instalei uma tela para receber a poeira por 50 dias.

Este ano acredito que será especial, pois a Vale completa 15 anos como empresa privada; as wind fences foram instaladas; a poluição aumentou; a empresa recebeu o "Oscar da Vergona" e a super Usina 8 deve começar a funcionar.
Gratíssimo por sua atenção. Se julgar interessante, favor repassar para amigos.
Abraço, Kleber

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Poema de Aline Yasmin

deixe passar a ingratidão
ela mora na casa do medo
reside sozinha 
vizinha a escuridão
ela e meia dúzia de cães chucros
que desfilam impafiosos ao meio dia 

deixe passar a ignorância
ela não sabe por onde anda
mesmo que tenha certezas mas não as garanta

não ignore o erro
não será possível ver diretamente quem os acompanha 
mas se seguir seus movimentos 
pode ser que os passos revelem 
debaixo do manto
cambaleantes 
aqueles que o sustenta
podem ser numerosos e irreconhecíveis
porque andam em blocos
em máscaras que os cobrem invisíveis

não ignore o erro
nele está o acerto
nele está a resposta
que tanto procura
nos mudos ingratos
e também a certeza dos ignorantes


mas sobretudo 
nunca substime o sonho
que normalmente anda sozinho
parece frágil e arredio 
bradando em praças 
ou tímido falando aos ouvidos 
palavras incompreensíveis
reconheça o sonho
na rua 
nas esquinas da sua própria vida
ele quer companhia 
mas não oferece garantias
carrega com afinco 
uma imagem que figura paisagem
feita de um risco quase ilegível
é preciso ler nas entrelinhas
o sonho insone pode ser visto todos os dias
nisso ele se diferencia
ao contrário da ignorância 
é amigo do erro
não anda em matilhas
não se avizinha do medo
e não segue a esmo
um caminho vazio

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Gilsinho, Gildete e os dois otários. - Crônica de Alexandre Mignoni

Gilsinho Peixe Agulha (já - já explico), como ele mesmo se apresenta, é um camarada engraçado.  Nem nunca perguntei o porquê do apelido, nem precisava.  Conheci o caboco num curso que fizemos,  e nos tornamos amigos. Temos saído juntos pela noite paulistana faz um tempo, e estamos invictos.  Eu to desanimando, mas o Peixe parece cada dia mais motivado e com uma auto-estima indestrutível.

O sujeito tem as canelas curtas, mas a coxas grossas (ui!).  Daí ele vai subindo gordo até o pescoço, que é fino e comprido. Mais ou menos um metro de pescoço. Sério. Acrescente uma cabeça muito pequena.  A menor cabeça do mundo.  Ele, inclusive,  não encontra um fone de ouvido que se encaixe. Fica tudo folgado. Então, o conjunto não é lá muito harmonioso.  Tanto que se não fosse peixe agulha, o apelido dele poderia ser tranqüilamente salsichão no palito ou mesmo bombom serenata. 
 
Malaco, o cabra conhece todas as bocas e atalhos da noite paulistana. Porteiros, seguranças, garçons, motô de taxi (muito importante), promoters e até vendedor de flor (com esses ele tem até conta corrente). Freqüenta a noite com a desenvoltura e de um adolescente e a saliência ansiosa de uma virgem.  Guerreiro, nunca desiste antes da cinco da manhã.  Lá pelas três ele vai ficando bêbado e começa a falar um espanhol estranho, como se estivesse uma raquete de tênis na boca.  E tome “cevejita”, “uiskito” e “muchachas”.  Nesse estágio ele compra flores e aborda qualquer uma, independe da circunferência, altura, dos trajes ou da idade. Tanto que por mais de uma vez tive que interromper eloqüentes diálogos, com direito a mãozinha na cintura, com uma a tiazinha que vigia carro.  Quando a gente paga para entrar então, o sujeito não admite sair sem uma recompensa.
 
Mas ele é solidário na balada (paulista eu?). E isso é extremamente importante na noite.  Numa dessas, quando heroicamente recusei a minha primeira incursão pelo universo feminino da terceira idade (eu ainda acredito) , ele prontamente dispensou a tia da minha amiga, e saímos no zero mais uma vez. Já fomos a todos os tipos de eventos: rave, festival de forró, bingo de caridade, roda de samba, show de rock e até numa (nesse dia eu voltei da porta), seresta. Fiquei esperando o Gilsinho no carro e quando ele chegou sozinho, eu disse: chega velho, num tá dando certo, tamo gastando uma grana preta, e nada até agora.  Vamos mudar a abordagem, tentar outra coisa, inventar umas mentiras, sei lá. . .E ouvi como resposta uma das frases mais otimistas e positivas de todos os tempos: calma, é questão de tempo. E outra coisa, veja pelo lado positivo, brother. Quando eu ia perguntar que lado positivo ele via o peixe agulha mandou a pérola: se ainda não comenos ninguém, pelo menos ninguém comeu a gente. É, ta certo.
 
Sabadão, to em casa estirado no sumiê (lembra, dessa?), me aparece meu camarada trajando um abadá do bloco Tatu Malokêro, meia verde até o meio das canelas, um tênis preto estranho, cerveja Cintra na mão, me botando pilha pra ir no Sampa Folia,  evento que estava no rolando no bairro do Tatuapé, com o patrocinado do energético Ligadão. Foi muito pra mim, declinei.   Meio puto, repetindo a toda hora... vai sacanear, vai sacanear, vai correr do pau?  O Peixe saiu pisando duro, mas foi pro combate. E eu, entre entediado e arrependido, mudei de roupa e saí pra comprar um livro qualquer, numa livraria bem perto casa dele.
 
Nunca vi um lugar com tanta gente na minha vida. Se o livro remete ao silêncio, estava eu no lugar errado. Tinha tanta gente que eu me arrependi de não ter saído com o Peixe no Tatu Maloqueiro. Mas, tudo bem. Achei um canto sossegado, escolhi o livro e fiquei esperando o camarada para finalizar o atendimento. Tava ali, só enfeitando cabo de rodo, quando percebo vindo em minha direção dessas mulheres pras quais é muito difícil encontrar uma definição. Deixa ver... era uma Lolita (tem isso, num tem)? Mas era uma Lolita-Thainá, manja? Thainá é aquele tipo definido na crônica impagável sobre os Los Hermanos: sainha neo-hippie, sandalinha rasteirinha com coração, bolsinha de feira de artesanato assim cruzada, pulseirinhas coloridas e cabelinho lisinho. Linda, linda, maravilhosa.
 
Se aproximou, tocou meu braço com a pontinha dos dedos (que dedos, que pontinhas) e disse: você pode ver o preço pra mim, por favor?  Putz! Eu todo languido e ela tava só me confundindo com o vendedor. Que merda! Apontei aquele fálico e estranho objeto para o código de barras e bicho fez pííí. Pelo borrão que quase vi, percebi que estava sem óculos, mas chutei qualquer valor terminado em noventa e entreguei de volta o livro pra ela. Foi quanto eu li o título: Como Seduzir Homens Mais Velhos. Caralho! Voltei pro jogo, pensou o adulto sub cinqüenta.  
 
Ai, que fora que dei. Desculpa, desculpa! Neste exato momento, bem no pá do desculpa, ele ajeitou o cabelo atrás da orelha, pegou? Perfeita.  Mais puto do que sogrão conhecendo o genro-músico-tatuado, murmurei um tudo bem e me preparei pra bater em retirada. Humilhado, sangrando. Mas, poxa, eu já fui bom nisso.  Posso ser ruim de “entrada”, mas eu desenvolvo bem na conversa. Com o coração aos pulos, decidi arriscar. Num tinha ninguém vendo mesmo: tenho certeza de que você não vai aprender nada como esse livro! Foi boa essa num foi?  Ai, por quê? Ela sempre coloca esse ai antes de todas as frases.  Só a sua presença é o bastante (putz, que cantada foda). Confesso, eu estava nervoso, nervoso e vermelho. Vermelho não, grená. Eu tava grená, que por sinal já foi chamado “maravilha” e atualmente, com tanta cor nova, deve ser deep salmon.
 
Mas deu certo, ela perguntou que livro escolhi e eu mostrei No Logo de Naomi Klein, o que me dava assim um certo ar intelectual de esquerda. Acrescente óculos e cabelos grisalhos e sinta todo o poder da sedução. Como já tinha segurado no kimono e tinha dado um koka, resolvi ir mais além e arrisquei um yuko: você aceitaria tomar um café comigo? Ouvir aquele “claro que sim” me fez sentir melhor do que em quinze de terapia e muitos comprimidos terminados pam. Era tatame na certa. Finalmente.
 
“Papus-amenus” no café (dos 24 aos 48 anos acontece muita coisa), enquanto Thainá, digo, Gildete (caralho, Gildete é foda. E ainda por cima nem é nome de mulher séria), destruía o seu quinto bauruzinho e pedia duas cocadas e uma Pepsi Twist pra viagem, eu ficava pensando em como finalizar a parada. O jogo tava ganho, mas eu não sabia como empurrar a bola pra dentro. Sem duplo sentido. Nem precisei. Ai! Tive uma idéia. Eu moro aqui pertinho. Por que a gente não vai lá em casa assistir um DVD?  Meu Deus é muita bolinha pro meu pijaminha. Paguei a conta e partimos.
 
  No meio do caminho ela fez um pit-stop na sessão de eletrônicos, olhou pra mim com a carinha de anjo-neguinha mais meiga do mundo e disse: Ah! O DVD lá de casa estragou, agora que eu lembrei. Meu amigo, eu tava na cara do gol. Não ia ser um dvdzinho de duzentos conto que ia me impedir de provar daquela delícia.  Né não? Ai! Esqueci de te falar. Eu emprestei todos os meus DVDS para uma amiga. Posso escolher alguns pra gente ver?  Do alto da minha sagacidade comecei a achar estranho, mas, sabe comé que é né. Vai minha filha compra os DVDS.  Eu já tinha feitos as contas, mas o pacote todo tava dando menos que uma noite na balada.  Fui em frente. Até porque, ainda não tinha visto a retaguarda da mocinha, e vê-la caminhado assim por trás, mês fez ter vontade de comprar uma TV de Plasma, um Home Theater e um PS3.  
 
Voltou com um lindo sorriso nos lábios e uma pilha com vários DVD: Psirico ao Vivo na Casa da Mãe Menininha e Gleciane Arruda (será que ela é evangélica?) entre eles. Meu cartão VISA passou mais uma vez e finalmente partimos.  Paradinha rápida na banca para comprar um maço de Free Ultra Mega Turno Light, um cartão de recarga da Vivo, duas mariolas e uma paçoca (tá com verme, só pode), e finalmente chegamos ao local do combate.  Quarto andar, sem elevador. Puta que pariu!  Subi aqueles tantos degraus quase morrendo e ainda fazendo cara de atleta. No meio do caminho ela ainda perguntou se estava cansado, mas eu nem consegui responder, apenas sorri.
 
Olhando bem dentro dos meus olhos, no centro da sala diante da mesa, ela tocou meu rosto com as mãos (que mãos) e sugeriu com malícia: instala o DVD enquanto eu tomo banho. Já volto, prometo (sendo que esta parte ela falou bem baixinho). Aquele cabelo molhado era a coisa mais linda que eu já tinha visto na vida. Aquele roupão da Fricote escrito 100% maravilhosa não fazia nenhuma  justiça ao que eu estava vendo. Ficou assim me olhando da porta do quarto e disse: vem cá! Esqueci por completo meu passado de ateu e pensei: Deus é mais.  Já encontrei o roupão no chão e só me lembro daquela boca (que boca) dizendo assim: deita aqui comigo. Fazer o que, né. Deitei. Entre o deitar e o tempo que ela levou para abrir a gavetinha do criado mudo, pegar camisinha, abrir com a boca, instalar a bicha e simular o orgasmo passaram-se, no máximo, dois segundo. A mulher parecia um Ninja Kung Fu. Tamanha habilidade e rapidez me fizeram pensar que ela exercia esta atividade com alguma freqüência. Mas a dúvida sucumbiu na relação custo-benefício.
 
Pega meu cigarro pra mim amor (amor, que porra é essa). Acendeu, deu no máximo duas tragadinhas, apagou e disse: encosta a porta quando sair tá meu amor (de novo?). Me liga tá meu lindo.  Ligar pra onde sua doida?  Eu ia perguntar se a gente tava namorando, mas nem deu tempo. Gildete caiu no sono. Fiz uma conta rápida e descobri que minha tarde amor literário tinha me custado mais de 300 reais, menos os dez conto que roubei da carteira dela pra pegar o ônibus e voltar pra casa humilhado. Humilhado, mas feliz e com a curiosidade saciada. Minha teoria estava certa. Gildete é filha de pai Gilberto e mãe Bernadete. Eu Sabia.
 
Ainda cometi um ultimo gesto ingênuo antes de ir embora. Deixei um bilhete e o numero do meu telefone. Você ligou? Nem ela. Que ligou foi o Gilsinho e com a uma voz de felicidade ao extremo disse: mermão, se eu te contar o que me aconteceu na livraria aqui perto de casa... você num vai acreditar.
Piranha filha da puta!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cartumpixaba


ATO PELA RENOVAÇÃO DO SINDICATO DOS COMPOSITORES, CANTORES E INSTRUMENTISTAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO,


Recebido via Fórum Permanente de Música do ES

Assine AQUI

Aos Músicos Capixabas em Geral:


Há muitos anos a categoria, por meio de diversas ações individuais ou coletivas, seja no judiciário ou mesmo de cunho associativo, vem buscando renovar a diretoria do único sindicato de músicos do estado, sob a gestão de seu único presidente e fundador há mais de quinze anos seguidos, cuja administração é alvo de severas críticas de toda a nossa categoria. Por iniciativa da Associação Capixaba de Músicos Profissionais, acompanhada pela Ordem dos Músicos do Brasil/ES que sempre nos apoiou, finalmente conseguimos motivar o Ministério Público do Trabalho Estadual da 17º Região, sediada em Vitória/ES em dar inicio, por meio do processo nº PP 000476.2009.17.000/6,  para instaurar inquérito civil contra o SINDICATO DOS COMPOSITORES, CANTORES E INSTRUMENTISTAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, amparada nos artigos 7º e incisos 127 e 129, inciso III da Constituição da república, art.5º, inciso III, alínea “e”, art.6º, inciso VII, alíneas “e” e “d”, e art.84, inciso II da Lei Complementar 75/93, art.8º, §1º, da lei nº7.347/85 e Resolução nº69/207 do Conselho superior do Ministério Público do Trabalho, considerando as apurações de irregularidades denunciadas, quanto às sucessivas e manipuladas eleições na entidade citada, assim como das ações de impropriedade administrativa na cobrança de tributos e da malversação destes recursos auferidos!

Se você tem algo a relatar, a reclamar, provas de abuso de poder, de cobranças indevidas da iniciativa deste sindicato,A HORA DE SE MANIFESTAR É AGORA!
Se a sua opção for a de se omitir, respeitamos o seu direito ! Todavia, depois não nos venham cobrar por soluções que você mesmo não ajudou a encontrar, não manifestando ao menos o seu ponto de vista!

Para tanto, abrimos um site na Internet, com o objetivo único de coletar dados em geral, que estejam de alguma forma direta ou indireta ligados ao assunto em questão, dando-lhes esta tão longa e aguardada oportunidade de renovação da diretoria deste importante Sindicato!


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ato pela aprovação da Pauta da Cultura‏

Recebido via Fórum Nacional da Música


Roberto Frejat, Fernanda Abreu, Sandra de Sá, Dudu Falcão, Sérgio Ricardo e Eduardo Martini cobram prioridade às políticas públicas culturais brasileiras

            Artistas, intelectuais e representantes dos movimentos culturais participam de um ato público amanhã, às 11h, no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados. O objetivo é sensibilizar as autoridades políticas e exigir mais atenção para projetos prioritários para o setor.

            Junto com os integrantes da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura no Congresso Nacional, eles pedirão que o governo que agilize o envio a proposta de atualização da Lei de Direitos Autorais (LDA) para a Câmara dos Deputados, além de exigir a votação imediata de três matérias, que estão prontas para a apreciação no plenário da Casa. O grupo também cobrará celeridade na tramitação de um projeto que tramita na Comissão de Finanças e Tributação.

• Projeto de Lei nº 5798/09, que cria o Vale-Cultura; 
• Proposta de Emenda à Constituição nº 324/01, que estabelece aos governos municipais, estaduais e federal um gasto mínimo na área cultural; 
• Proposta de Emenda à Constituição nº 416/05, que cria o Sistema Nacional de Cultura e define as obrigações dos prefeitos, governadores e o presidente da república para o desenvolvimento do setor;
• Projeto de Lei nº 6722/10, que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) e altera as regras de financiamento de projetos culturais;
• Projeto de Lei nº O quarto projeto, que aguarda votação na Comissão de Finanças e Tributação, é o que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) e altera as regras de financiamento da área (PL 6722/10).

            Ainda no ato, eles devem pedir ao governo para evitar os sucessivos cortes de recursos orçamentários para a cultura. No início da tarde, artistas e políticos participam de uma audiência com a ministra de Relações Institucionais,  Ideli Salvatti. 

            Para a presidente da Frente Parlamentar, deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) é inaceitável o Brasil continue a obedecer uma lei aprovada em 1998, quando a comunicação digital não respondia pela acessibilidade às artes e as implicações na democratização da cultura. A parlamentar refere-se à Lei de Direitos Autorais, que ela mesma ajudou a elaborar no passado. “Não podemos aceitar que qualquer outra pauta de natureza mais política, por exemplo, venha sucumbir todas as iniciativas do governo focadas na consolidação de avanços fundamentais para a sociedade”, defende.


SERVIÇO:
Ato público e mobilização pela aprovação de projetos culturais

Dia 17 (quarta-feira)
11 horas - Hall da Taquigrafia
Câmara dos Deputados
Ato político com a presença de intelectuais, artistas, representantes dos movimentos culturais e integrantes da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura.

Dia 17 (quarta-feira) 
15 horas - Gabinete da Secretaria de Relações Institucionais
Presidência da República
Gabinete da Ministra Ideli Salvatti

quinta-feira, 16 de junho de 2011

#MarchadaLiberdade em Vitória!

                                      Em casa, somos um. Juntos, somos todos!

Em mais de 30 cidades por todo o Brasil já está confirmada a realização da Marcha da Liberdade. No Espírito Santo, onde recentemente tem ocorrido severa repressão às manifestações contra o aumento da passagem de ônibus, não poderia ser diferente: vamos nos reunir no próximo sábado (18/06), a partir das 14h (concentração em frente ao Teatro da Ufes), para marcharmos juntos, em defesa da liberdade de expressão e contra toda forma de preconceito e violência!

A Marcha da Liberdade em Vitória congrega mais de quarenta entidades e movimentos sociais em uma mesma pauta: fazer valer a Constituição Brasileira quando diz que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Acreditamos que a liberdade de expressão é a base de todas as outras: de credo, de assembleia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir, de resistir.
É pela consciência de ainda vivermos em uma redoma invisível, aprisionados dentro de nossos preconceitos, que convocamos todos aqueles que dizem não à violência, não ao preconceito, ao conservadorismo e a intolerância. Estamos reunidos porque somos a favor do diálogo e da manutenção de uma sociedade consciente de seus direitos e deveres. E por isso vamos às ruas! Porque lutar pelos seus direitos e manifestar sua insatisfação com os problemas da sociedade é um direito garantido por lei.

Ciclistas, lutem pelo fim do racismo. Negros, tragam uma bandeira de arco-íris. LGBTT, gritem pelas florestas. Ambientalistas, cantem. Artistas de rua, defendam o transporte público. Pedestres, falem em nome dos animais. Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado! Tragam seus instrumentos, flores, participem! Lutar pelos seus direitos não é crime!

Como surgiu a #MarchadaLiberdade?
A Marcha da Liberdade surgiu após a truculenta e desnecessária repressão policial à Marcha da Maconha de São Paulo (em 21 de maio). Indignados, um grupo bem maior de pessoas se reuniram para realizar uma marcha pela liberdade de expressão, a marcha dos diferenciados, dos insatisfeitos, dos que estão construindo futuros alternativos.


#Marcha Solidária!
Em Vitória, a Marcha da Liberdade se une a luta dos moradores que foram desalojados sob o ataque do Batalhão de Missões Especiais (BME) em Barra do Riacho - Aracruz. Estamos recebendo doações de alimentos não perecíveis, roupas, produtos de limpeza e materiais de higiene para ajudar as 300 famílias que  e hoje estão vivendo acampadas em uma quadra de esportes. As doações podem ser enviadas para o Diretório Central de Estudantes - DCE / Ufes.

#MarchadaLiberdade em Vitória
Data: 18 de Junho de 2011 (Sábado) Hora: 14h
Local: Teatro Universitário do campus de Goiabeiras da Ufes (concentração)
Informações à imprensa: Carolina Ruas (27) 9955-8557

Quem Marcha em Vitória?
Fora do Eixo - ES
Diretório Central de Estudantes - DCE / Ufes
Rede Caranguejo
Comissão Espiritossantense de Folclore
Associação Cultural de Artes Cênicas
Cooperativa de Músicos do ES
Movimento (ES) SALVE O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO
Movimento CONTRA Usina de BELO MONTE
Instituto TamoJunto
Marcha da Maconha
Organização de Cineclubes Capixabas - OCCA
Movimento Terra, Trabalho e Liberdade - MTL
Sindicado dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões - SATED/ES
Frente Contra o Aumento
Moradores da Portelinha
Desabrigados da ocupação de Barra do Riacho - Aracruz
Avalanche Missões
Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo - FEJUNES
Coletivo Caos@ção
Plur@l - Grupo de Diversidade Sexual
Santa Sapataria
Fórum em Defesa da Cidadania LGBT do Espírito Santo
Coletivo Foi a Feira
Coletivo Multi
Coletivo Bandejão 104,7
Coletivo Expurgação
Coletivo Opiniães
Coletivo Tribeatz
Revista Prego
Grupo de Estudos Audiovisuais - GRAV
Bicicletada
Instituto Quorum
Bolor
Núcleo de Amor a Biodiversidade Terrestre - NABT
Circo Miúdo
HNA - Molécula Multiplicadora de Arte

CARTA ABERTA


MARCHA DA LIBERDADE EM VITÓRIA - ES

Liberdade de expressão, numa democracia, supõe o direito de falar e de ouvir. Supõe o diálogo e o entendimento, a opinião, a discordância, a crítica, o protesto, a reivindicação, a sugestão, a proposta. Pressupõe um Estado onde os agentes sejam iguais e tenham igual voz e representatividade, independente de cor, gênero, idade, profissão, credo, classe social.

Liberdade de expressão é um direito e um dever de nossa geração. Uma obrigação histórica nos impulsiona a lutar por essa causa que já foi conquistada e reconquistada outras vezes, por nossos pais e nossos avós. É a inconformidade com o anacronismo dos últimos episódios que presenciamos no Espírito Santo e no Brasil que nos motiva a aderir a esse movimento nacional pela Marcha da Liberdade.

Já se passaram muitos anos, mas a sombra de uma ditadura ainda pesa em certas instituições e os imperdoáveis princípios que regiam aquela época insistem em retornar em atitudes conservadoras e abusivas do estado. No Espírito Santo, a falta de diálogo do poder público chegou ao limite. Há pouco mais de um mês moradores de uma ocupação em Barra do Riacho - Aracruz, foram desalojados por uma manobra desumana do governo local, causando morte e deixando mais de 300 famílias sem teto.  No dia 2 de junho assistimos à covarde atuação do mesmo Batalhão de Missões Especiais (BME) ao intervir com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha em uma manifestação de estudantes que clamavam pela melhoria do transporte público em Vitória.  
 
Na Marcha Nacional da Liberdade projetamos um movimento pacífico e criativo, na esperança de um Estado mais justo e que veja nossas reivindicações como um ato democrático e constitucional. Porque toda vez que um cidadão se mobiliza por uma causa significa uma vitória da democracia; a confirmação de uma sociedade que deu certo dentro dos princípios da liberdade e autonomia. E toda vez que o povo se une nas ruas, abrindo mão de suas individualidades por uma luta coletiva, eis a redenção de todos os anos de chumbo que historicamente sofremos repressão.

É preciso que os governantes e autoridades entendam que ouvir as demandas do povo é um dever. E é preciso que o povo, todo cidadão, criança, adulto, homem, mulher, aposentado, cadeirante; é preciso que todos entendam que é preciso ir às ruas e dizer o que se pensa. E, sobretudo, é preciso entender que ruas, praças, espaços públicos, são o nosso campo de batalha onde colocamos o nosso discurso.

Não somos um partido; não somos uma religião. Somos um movimento de movimentos que tem como pauta unificada a manutenção de um Estado que nos garante o direito do livre pensamento, da livre manifestação e organização política e social. Não cabe mais aceitar as injustiças que compõem o nosso cotidiano, que agride a nossa constituição e o nosso direito primário de sermos quem nós somos e vivermos em harmonia e respeito nessa sociedade.

É pela consciência de ainda vivermos em uma redoma invisível, aprisionados dentro de nossos preconceitos, que convocamos todos aqueles que dizem não à violência, não ao preconceito, ao conservadorismo e a intolerância do Estado. Estamos reunidos porque somos a favor do diálogo e da manutenção de uma sociedade consciente de seus direitos e deveres. E por isso vamos às ruas. Porque lutar pelos nossos direitos não é crime. Porque manifestar suas insatisfações com um sistema político hipócrita que oprime seus cidadãos é um direito de todos. Vamos à luta de maneira pacífica e constitucional, convocando cada cidadão capixaba que preze pelo respeito e, prioritariamente, pela liberdade que nos é garantida por lei.

Em casa, somos um. Juntos, somos todos!

Princípios do movimento:
- Liberdade de organização e expressão;
- Contra a repressão e a violência policial em qualquer âmbito da sociedade;
- Contra o conservadorismo que pauta o judiciário e o Estado.

Reivindicação geral:
- Regulamentação que proíba o uso de armamentos pela polícia em manifestações sociais.

domingo, 15 de maio de 2011

Aroldo Sampaio lança disco

Exposição de desenhos de Juliana Bernabé


“r e c o r d a ç õ e s   d e   c r i a n ç a”
MUSEU DO COLONO


Santa Leopoldina – ES

Abertura: dia 18 de maio, às 16 horas

A exposição acontece em comemoração ao Dia Internacional do Museu e se insere no calendário oficial de eventos da 9ª Semana Internacional de Museus, cujo tema este ano é Museu e Memória.

Bate-papo com a artista e o professor de Filosofia da UFES e curador da mostra, Fernando Pessoa.
Sábado, dia 21 de maio, às 16 horas
Tema: Desenho, Museu e Memória
Local: Museu do Colono
Aberto ao público

Quarta MusicaES

Emal da lista amiga: quartamusicaes@gmail.com


Seminário “A Modernização da Lei de Direitos Autorais: contribuições finais para o APL”


Brasília, 31 de maio e 01 de junho de 2011.
Estão abertas as inscrições para o Seminário “A Modernização da Lei de Direitos Autorais: contribuições finais para o APL”. O evento, promovido peloMinistério da Cultura, por meio da Diretoria de Direitos Intelectuais, visa a finalizar o processo colaborativo de elaboração e aperfeiçoamento do APL que altera e acresce dispositivos à Lei n. 9610/98.
Esse Seminário acontecerá nos dias 31 de maio e 01 de junho de 2011 no Auditório do Superior Tribunal de Justiça, na cidade de Brasília/DF.
A inscrição é gratuita e pode ser feita pela página www.cultura.gov.br. As vagas serão garantidas por ordem de inscrição e a programação do Seminário será divulgada em breve.
Maiores informações podem ser obtidas na Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do Ministério da Cultura (MinC), pelo telefone (61) 2024-2640 ou pelo e-mail direito.autoral@cultura.gov.br.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MARCO REGULATÓRIO - PROPOSTAS PARA UMA COMUNICAÇÃO DEMOCRÁTICA


por Claudio Salles a Segunda-feira, 9 de Maio de 2011 às 22:31

MARCO REGULATÓRIO - PROPOSTAS PARA UMA COMUNICAÇÃO DEMOCRÁTICA
20 e 21 de maio de 2011
Rio de Janeiro - Clube de Engenharia (Avenida Rio Branco, 124 - Centro)
Inscrições aqui
# Programação
20 de maio - Sexta-feira
8h – Credenciamento
9h30 – Abertura
Celso Schröder – Coordenador-geral do FNDC, Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc)
Vereador Reimont (PT-RJ) – Presidente da Frente Parlamentar em prol da Democratização da Comunicação e da Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Deputado Estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) – Autor da proposta de criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e de Imprensa na Assembléia Legislativa do RJ
Deputada Federal Luiza Erundina (PSB-SP) – Coordenadora-geral da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom)
10h – Painel
“O processo regulatório da comunicação na América Latina”
James Görgen – Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações
Gustavo Granero – Vice-presidente Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ); Secretário-geral da Federação Argentina dos Trabalhadores da Imprensa (FATPREN); Membro do Conselho Federal de Comunicação Audiovisual
Marcus Manhães – Pesquisador em telecomunicações; representante do FNDC do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br)
Sílvio Da-Rin – Gerente Executivo de Articulação Internacional e Licenciamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
14h – Grupos de trabalho
21 de maio - Sábado
9h30 – Definição da plataforma política do movimento para o marco regulatório
14h – Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação
# Local
O seminário Marco regulatório – Propostas para uma comunicação democrática será realizado no Rio de Janeiro, no Clube de Engenharia, situado na Avenida Rio Branco, 124, Centro.
O FNDC não se responsabilizará pelas despesas com deslocamentos, hospedagem e alimentação.
Sugerimos a agência de viagem e turismo Pack’N GO Viagens e Turismo Ltda para reserva de passagens aéreas e hospedagem. Fone: (51) 3022-4343 com Laiane (laiane@packngo.com.br).
#Inscrição e Credenciamento
As inscrições podem ser feitas gratuitamente aqui.
O credenciamento será a até às 10h do dia 20 de maio.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Diretora do Ministério da Cultura Apresenta Argumentos Incorretos ao Explicar o Creative Commons



Recebido via Fórum Nacional da Música.

A Diretora de Direitos Autorais do Ministério da Cultura, Marcia Regina Barbosa, concedeu uma entrevista ontem para a revista Info Exame (disponível aquina íntegra), na qual justifica a retirada das licenças Creative Commons do Ministério da Cultura. A entrevista causou perplexidade, ao trazer uma série de afirmações erradas. 

Para se entender o contexto, há algumas semanas a Ministra Ana de Hollanda afirmou em audiência no Senado que o Creative Commons foi removido porque seria "uma marquinha, uma propagandinha de um serviço que uma entidade promove" e que seria necessária a realização de uma "licitação prévia" para o seu uso. 

As alegações da Minstra não possuem fundamento jurídico. Como discutido em artigo no Estado de São Paulo, o Creative Commons consiste em um padrão de licenciamento e não oferece qualquer espécie de produto ou serviço. O padrão Creative Commons é amplamente utilizado no mundo todo por entidades como a ONU, a UNESCO e no Brasil por iniciativas do Ministério do Planejamento, Ciência e Tecnologia, Planejamento Agrário, Educação, além de governos estaduais como o do Rio de Janeiro.

As afirmações da Ministra Ana de Hollanda ao afirmar que o uso do Creative Commons requer licitação causaram surpresa, uma vez que o site do Ministério da Cultura mantém em sua página principal com grande destaque as logomarcas de três empresas comerciais com fins lucrativos, sem licitação prévia, a saber, as marcas do Youtube, do Twitter e do Flickr.

No intuito de justificar a argumentação da Ministra e a presença dessas marcas no site do Ministério, a diretora Marcia Regina Barbosa trouxe argumentos que novamente geram surpresa, especialmente por ignorar como são regulados juridicamente os serviços na internet. 

Nesse sentido, a diretora afirmou que o Creative Commons foi retirado porque criaria "obrigações e responsabilidaes na esfera jurídica" para o Ministério. Afirmou, no entanto, que o uso de serviços como o Youtube, Twitter e Flickr, que permanecem no site do MinC, é permitido porque acontecem "sem quaisquer e maiores implicações de repercussão jurídica".

Ocorre que o uso desses sites implica aceitação dos seus termos de uso, documentos jurídicos amplos e complexos que geram um rol extenso de obrigações. Por exemplo, o uso do Youtube faz com que o site do Minstério esteja obrigado por seu contrato de serviço, que estabelece inúmeras obrigações. Dentre elas, a submissão às leis leis da California nos Estados Unidos e a aceitação da política de privacidade do Google, que autoriza a coleta de dados de quem visita o site e a inserção de publicidade baseada neles.

Em face dessa inconsistência na argumentação do Ministério, o Creative Commons lamenta que um tema tão complexo e importante seja tratado de forma tão apressada e equivocada. 

A questão dos direitos autorais está relacionada diretamente ao modelo de desenvolvimento do país neste século. A responsabilidade de participar dessa discussão exige conhecimento técnico e um nível de debate sério e informado. A sociedade espera que o MinC e seus quadros, nas suas decisões e como condutor do debate sobre a questão, esteja à altura dessa tarefa.


http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=144&Itemid=1